O perigo da substituição

No capítulo quatro de segundo Livro dos Reis encontramos a história da Sunamita e de seu filho no ministério do profeta Elizeu, cuja cena se desenrola na cidade de Suném onde morava uma mulher muito rica e bondosa que acolhia o profeta quando peregrinava por aquela região.

Um belo dia, o filho desta mulher adoeceu gravemente e morreu. Sem titubear, a Sunamita dirigiu-se ao homem de Deus que estava no monte Carmelo junto com o seu servo Geazi. A primeira reação do profeta foi orientar o seu servo que descesse até o menino e levasse consigo seu bordão e o colocasse sobre a face do mesmo a fim de que a enfermidade fosse erradicada.

Porém, a tentativa foi um fracasso. Geazi, desapontado, retorna ao seu Senhor, uma vez que o milagre não se realizara, pois o menino ainda continuava sem vida. Coube então ao Profeta Elizeu descer até a casa da mulher onde jazia o doente. Vendo o menino sobre o leito, o profeta se deita sobre o menino colocando seu rosto sobre ele, bem como suas mãos, a fim de aquecer o corpinho já gélido e inerte. O resultado foi que o menino ressuscitou trazendo alegria a todos na casa.

O ocorrido nos leva a meditar na seriedade da outorga, ou seja, a transferência da nossa responsabilidade para outro, a fim de envolvermos com outra atividade. Existem momentos que não podemos transferir o que Deus nos confiou. Mesmo que a pessoa a quem confiamos uma missão seja digna. Pois, não se trata aqui de confiança, mas de obediência ao chamado.

Deus conta conosco para fazermos a sua obra. E, se formos descuidados, a cobrança virá.

A Bíblia não revela qual a razão de Elizeu ter mandado Geazi, mas o que percebemos é que as coisas não saíram como esperavam. Às vezes temos boas intenções, queremos adiantar o nosso tempo, facilitar o nosso trabalho, porém Deus conta conosco e algumas situações pede urgência e não podem ser postergada.

Aliás, de boas intenções o mundo está cheio, isto é o que podemos chamar da lição do bastão, a experiência amarga de Geazi, uma vez que mesmo usando de obediência, não obteve sucesso, mas o que precisamos é estar no centro da vontade de Deus. Urge, então, uma reflexão sobre nossas ações e submetê-las ao crivo da direção de Deus.

Fiquem com Deus.

Ev. Eliezer A. Vieira.

Email: e.zer2@hotmail.com

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