O Risco de Tomar Emprestado

E sucedeu que, derrubando um deles uma viga, o ferro caiu na água; e clamou, e disse: Ai, meu senhor! ele era emprestado.2 Reis 6:5

O texto bíblico acima configura um dos ensinamentos mais importantes para o ministério cristão. Quando digo ministério pretendo englobar todas as ocupações que um cristão possa assumir no reino de Deus. E, mesmo aqueles que não possuem um cargo específico no corpo ministerial de uma igreja, não devem se esquecer, que tem uma função singular no corpo de cristo, basta, portanto, descobrir para qual função foram vocacionados.

Portanto, o que trato aqui é sobre o risco de usarmos a ferramenta do outro, a exemplo do que aconteceu aos filhos dos profetas no ministério do profeta Eliseu, quando construíam uma casa junto ao rio Jordão. 2Re. 6.1-7.

O tomar emprestado demonstra uma atitude de despreparo e falta de planejamento. Portanto, não são poucos que se apropriam de mensagens até escritos e colocam seus nomes criminalmente tomando para si uma honra indevida.

Deus não compactua com o cristão que vive da ferramenta alheia, pois para que isto não aconteça, ele tem para distribuir aos que almejam o santo ministério os melhores dons. Paulo quando escreve à igreja de Corinto na sua primeira carta no capítulo 14 e versículo 12 diz:

Assim também vós, como desejais dons espirituais, procurai abundar neles, para edificação da igreja.

Outro exemplo do risco do empréstimo encontra-se na parábola das dez virgens Mt 25.1-13. Neste caso, envolvem as condições que nos apontam para a vida eterna, como a condição das cinco virgens, denominadas virgens loucas, que acreditaram ser possível tomar emprestado o azeite que havia acabado de suas lamparinas.

O azeite era o combustível fundamental para que, por meio das suas lamparinas iluminassem o caminho, a fim de localizarem o esposo. Más, a falta de planejamento e o descaso levaram-nas a ficarem fora da festa que o noivo havia preparado.

Esta parábola contada por Jesus, a fim de ilustrar sua vinda para buscar sua igreja, nos mostra o perigo de tomar emprestado no reino de Deus, uma vez que algumas coisas são de caráter individual, ou seja, depende exclusivamente de nossa experiência com o Deus que servimos.

A salvação, por exemplo, só pode ser experimentada a partir de uma decisão pessoal. Outra pessoa, por mais santa e importante, jamais poderá comprar este divino favor, uma vez que ele já foi pago por Jesus na cruz do calvário.

Portanto, é de uma insensatez desmedida acreditar que, a exemplo das virgens loucas, no dia do arrebatamento, poderemos dar um “jeitinho brasileiro” e subir ao encontro de Cristo.

Que Deus nos abençoe e nos guarde, a fim de que saibamos valorizar os talentos que Deus nos deu. Porque de uma coisa temos certeza, o dono da vinha retornará e cobrará de nós o talento que ele nos confiou. Mt. 18.24-35.

Em Cristo:

Ev. Eliezer A Vieira.

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